domingo, 9 de agosto de 2009

Agosto, seu gosto.

Agosto, seu gosto.

E tenho inveja até do meu eu de agora a pouco,
que a tinha amarrada em seus ombros
como cordas em um navio.
E agora a tenho enraizada nos meus pensamentos,
como se a distância fosse marca comum de cicatriz,
que cura e machuca com o passar das semanas.
E sinto pequenos choques por todo o corpo só de pensar que tudo passou rápido demais pra se dizer tudo que queria.
Choques como se milhares de pequenas águas-vivas se enrolassem em meu corpo tal qual musgo em pedra, tal qual peixe em isca.
De agora em diante, pra todo o sempre, essas marcas não saram e nem quero que sarem:
A lembrança é boa e merece ser guardada, e não há pesares: tudo foi e está e será tão bom quanto deve ser, e nem distância e nem saudade dizem não a felicidade quando chegam os rápidos porém memoráveis fins de semana que trocam quilômetros por milimetros.

3 comentários:

Júlia D'Alessandro disse...

jll.

Júlia D'Alessandro disse...

é bom vir aqui e ler, e ler, e ler e ler.

adenilson disse...

oiee...
gostei daki
parabens pelo blog
e pela textualidade/assuntos e afins =]
quero vorta mais vezes
*-*

abraço e bom fds.