segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Que loucura é tudo isso.
Morre o rio.

sábado, 30 de janeiro de 2010

A Falta de Educação do Ministério

Sim, as manutenções foram concluídas. Sim, o servidor está funcionando perfeitamente. O que esqueceram de avisar aos estudantes é que o sistema de inscrição também é falho, e que o tal "perfeitamente" citado ali acima não é tão perfeito assim.
Uma sexta-feira inteira de frustrações, revolta, raiva. E agora: Sejam bem-vindos a um sábado proporcionalmente igual ou até pior!
Mas já era de se esperar, o respeito com os estudantes parece não fazer mais parte do repertório do MEC. Provas roubadas, datas adiadas, dois longos dias de uma prova cansativa e mal elaborada. As notas não são como se esperava, porque, como disseram, o "sistema" consegue saber se você estava colando ou não, portanto você merece perder pontos se estivesse. E, como se já não fosse bastante tantos problemas assim, o nosso grande amigo SiSU chega pra abalar!
Disseram que o sistema suportava 200 mil inscrições simultâneas, então, me avisem se eu estiver errado, mas porque apenas 45 mil inscrições foram feitas no primeiro dia? E porque outros tantos alunos ficaram sem fazer as suas?
Às 22:15 horas do dia 29 de janeiro o site de inscrições saiu do ar e no lugar dele havia uma página dizendo que o sistema estava em manutenção e que as melhorias necessárias estavam sendo tomadas. O sistema voltaria ao seu funcionamento às 06:00 horas do sábado dia 30. Me desculpem, mas se o que estamos presenciando no exato momento (das 06:00h até as 08:41h da manhã do sábado) for o funcionamento do sistema, este sistema é realmente uma droga. Ainda existem falhas na conexão, mas já é possível fazer o login - ou tentar fazê-lo, já que o site continuamente afirma que a confirmação visual não está correta, e te faz colocar tudo denovo (deve ter sido esse mesmo sistema que usaram pra saber se você estava colando ou não na hora da prova). Após o demorado login, finalmente conseguimos alterar a nossa senha e, adivinha? Mais alguns minutos tentando comprovar para o sistema que você não é um robô, porque você terá que refazer o login com a nova senha - a qual eu acredito que seja a mesma na maioria dos casos, pois você já podia escolher uma senha pessoal na inscrição do ENEM.
Agora chega a parte mais legal de tudo. O site demora pra abrir, mas você acaba conseguindo achar sua faculdade e curso de escolha, é claro que após alguns refreshs nas páginas do processo. Só que, o sistema não vai pra frente, e eventualmente você acaba caindo na tela de login denovo, e tem que fazer tudo novamente.
É gostoso também olhar na barrinha do lado esquerdo do site, onde avisa que só faltam 4 dias para você terminar a inscrição. É como se fosse uma prova de programa de auditório, quem tiver resistência para concluir o processo até dia 3 de fevereiro leva a vaga. O problema é que nem todos possuêm computadores ligados à internet para acessar a hora que quiserem e tentar levar o prêmio. Existem pessoas que precisam se deslocar até uma lan-house, pagar caro para ter usar o serviço, e mesmo assim saírem de mãos abanando.
Se a meta do MEC era descontrair os alunos, já stressados com os outros vestibulares, parabéns: o ENEM e o SiSU foram uma piada realmente boa. Mas acho que já é hora de parar com as piadas, Vossas Senhorias, tem bastante gente que precisa que os serviços do governo funcionem. Eu sei que não é o caso dos senhores, mas, acreditem, pessoas sofrem nesse país.

Léo Rigotto, tentando se inscrever mas até agora nada.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Eu não te entendo
eu não me entendo
não entendo se é
ou se não entendo o que é
Se entendo o de perto
o de longe não é
Se entendo o de longe...
ah, cara, eu não entendo nada.

Estou frustrado há tempos por estar assim, mas nada supera o outro sentimento, não importa o quanto.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Gerônimo! e se foi.

As cores do paraíso eram só pra negar a maior certeza de simplicidade: o incolor. Pintaram os céus de azul, os infernos de vermelho e os nossos corações de verde-mofo. Tal qual um gorgonzola, corrompidos desde entranhas até exteriores baratos. Aquela pena sentida, aquele triunfo e mais nada. Gerônimo! e se foi e mais nada. Relutantes, seguiram com a vida dos corações verde-mofo, mas nada foi como era antes. E, só por um motivo: antes era nada. Compreendem? É, eu já sabia. Suas novelas baratas com histórias e contradições, suas almas viajantes e reencarnadas, seu antropocentrismo nojento, histórias pra boi dormir. Eu tenho pena, mas não me meto: cansem seus corpos com suas corridas, cansem suas barrigas com suas guloseimas enlatadas, mas, por favor e lhes imploro de joelhos, não cansem nem gastem suas mentes com baboseiras cada vez mais imbecis e sem sentido, entendam a raiz do problema, entendam as bases, não busquem respostas fora de vocês: TUDO ESTÁ DENTRO DE NÓS, E NÃO SOMOS NADA.

sábado, 26 de dezembro de 2009

So save your film and fifteen dollars.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Revolver

Passa o grão de areia.
Passa o grão de aveia.
Passa o grão.
Estou feliz.

Engenheiros

Hoje eu acordei mais cedo, tomei sozinho um chimarrão.

A vida é boa, meus caros. O que fode são as circunstancias.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Obrigado Ginsberg Ourofinense

Ouvi um tiro e era eu, me atirando do penhasco fedido que é a américa. Toda falta de consideração e até respeito junta. E o fedor. Me atirei da janela do buraco de rato, e caí, putrefato, na lama suja de nossas fezes. Todo dia é tudo igual e ninguém se cansa. Se não formos nós, não será ninguém. Adeus pestilência adeus prisão de ratos mal-cheirosos que fedem uísque e charutos caros. Última mente a pensar, ultimamente a cair.

domingo, 1 de novembro de 2009

E essa minha idiotice toda não faz sentido.
Não sei o que acontece dentro de nós, mas a distância é inimiga.
Entre essa duvida existe a certeza: Aconteça o que acontecer, desde o começo eu te amei e isso vai durar pra sempre.
Não consigo mais viver com esse sentimento de distância.
Desculpe tudo que falei de errado, tudo mesmo.
Não vejo a hora de te ver, de relembrar aquele cheiro tão gostoso, fechar meus olhos e me sentir bem.
Eu quero, mesmo longe, estar o mais perto possível. Ando sentindo que cada dia fica mais longe.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Banco do Passageiro

No meu sereno escuro, o aconchego.
Chega perto, gosto de sentir teu cheiro.
Só uma vez, mas pra sempre.
Enfim, não sei se tá certo pensar nisso nas atuais circunstancias,
mas nunca parei até hoje, e não vou parar até que enfim escureça.

Mas não sei de quem as escolhas foram, e agora não é hora pra se pensar nisso.
Então digo adeus a quem preciso, digo a deus que não preciso, vou-me embora pra lugar nenhum.
Minha sina é essa, ficar aqui no meu canto, esperando tudo acontecer.
Eu até gosto, mas as vezes não aconteceu do jeito que eu queria, e não sei se estou muito feliz com isso.

Mas agora chega. Obrigado.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Você foi 1 dos que rezaram para a roseana sarney?

numa página aberta, um corrimão
corredor polonês em alta velocidade
só se deram conta no ultimo minuto
que estava tudo errado assim como o fósforo apagado

ajoelharam e rezaram seu ultimo pai nosso
pai deles, pra falar a verdade.
e depois carregaram o menino pelo cinto e pelo asfalto,
ao mesmo tempo.
e os miolos no chão.

não resolveu.
só aumentou a expectativa e o ibope, e daí não pararam mais.
e até hoje se vê, em meio aos brilhos azuis foscos,
a bola rodando, rodando, e uma voz escrota repetindo a mesma merda.
e você acha graça, e guarda seu fim de semana e a sua cerveja pra isso.

e se ajoelha e reza...
e derrama sua cerveja na pança, e dá gargalhadas sozinho na sala.
háháhá.
e se acabar a energia?
a cerveja esquenta e a tevê desliga?
e se acabar a SUA energia?
vai finalmente descobrir que não valeu a pena, e simplesmente só isso.

domingo, 11 de outubro de 2009

clara penumbra

hoje soube que qualquer penumbra é motivo de desespero,
desde o aconchego dos lençóis até o ultimo degrau da caverna.
não se relaxa um segundo, e qualquer sinal de luz é euforia.
estou na penumbra total, mas as vezes lembro que trouxe uma lamparina.
pequena, como se fosse feita pra mim, no meu atual estado.
tenho estado rouco demais para dividir idéias sensatas.
todo esse mundo que teima em querer ser ouvido e não pede respostas,
simplesmente diz aleatoriedades, mas suplica um entendimento imediato.
essa dor de cabeça me causa náuseas.
cansei de informações.
estou rouco demais para palavrear contra qualquer suposto crime.
estou rouco demais para palavrear.
sem mais palavras.
fui criado assim.
criado mudo.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Nordestino em Oasis Fedido

E tenho vivido sem música durante a semana.
E tenho vivido sem poesia durante a semana.
E tenho vivido sem teatro durante a semana.
E tenho vivido sem vícios durante a semana.
E tenho vivido sem sonhos durante a semana.
E tenho vivido sem prazer durante a semana.
E tenho vivido sem toques durante a semana.
E tenho vivido sem gostos durante a semana.
E tenho vivido sem cheiro durante a semana.
E tenho vivido sem curvas durante a semana.
E tenho vivido?

domingo, 9 de agosto de 2009

Agosto, seu gosto.

Agosto, seu gosto.

E tenho inveja até do meu eu de agora a pouco,
que a tinha amarrada em seus ombros
como cordas em um navio.
E agora a tenho enraizada nos meus pensamentos,
como se a distância fosse marca comum de cicatriz,
que cura e machuca com o passar das semanas.
E sinto pequenos choques por todo o corpo só de pensar que tudo passou rápido demais pra se dizer tudo que queria.
Choques como se milhares de pequenas águas-vivas se enrolassem em meu corpo tal qual musgo em pedra, tal qual peixe em isca.
De agora em diante, pra todo o sempre, essas marcas não saram e nem quero que sarem:
A lembrança é boa e merece ser guardada, e não há pesares: tudo foi e está e será tão bom quanto deve ser, e nem distância e nem saudade dizem não a felicidade quando chegam os rápidos porém memoráveis fins de semana que trocam quilômetros por milimetros.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O Bodisatva Ocidental Maldito

O Bodisatva Ocidental Maldito

E o rapaz, novo e descabelado, com cara de louco disse, sem delongas, aos que estavam lá para ouví-lo:

"Eu caio no sono sem perceber.
Acho que as vezes nem durmo, fico só meditando.
Acho que meditei tanto que, comparado a vocês, sou um velho mesquinho que se acha sábio demais para parar de pensar.
Tenho uma visão peculiar da minha mente.
Ela me parece um ancião chinês, bravo e conservador, com seus 200 anos de observação árdua da natureza.
Ele é o único que sabe que não chegou e nem vai chegar a lugar nenhum. Ninguém nunca chega.
Essa é a sina do homem ocidental: Nadar pra morrer na praia.
Se é assim, prefiro nadar pra sempre, tá tão gostoso por aqui."

Sabia ele ou não, era um dos únicos garotos bodisatva que restaram em tudo aquilo que teimavam em chamar de mundo.
Pediu um chá, sentou-se e emanou o Dharma para todos os que restaram.