segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A poesia turva do mar chista

Estive pensando na metáfora
Da briga eterna da água
E a areia
No mar

Ele, bravo,
Bate
Incessante, louco
A cada vinte segundos
Nela

E a paz daquela
Aceita
Sabe que quando a espuma
Bate
Nela se mistura
E ela vira mar sem querer

O que sobra mais pra frente
É mais areia que mar
Os dois meio misturados

Mas no fundo
Ela quer que venha
Pra areia, Maria da Penha

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