sábado, 3 de setembro de 2011

Sobre o ponto alto da vida de qualquer ser.

Vim ao mundo nú, pequeno e mudo.
Chorei aos zero anos de idade.
Meus pés tocaram o chão frio às 14 horas de algum dia de algum mês e aprendi a andar.
Falei minhas primeiras palavras em uma noite de qualquer-feira de alguma semana.
Abracei e beijei mãe e pai todos os dias.
Conheci todas as pessoas do mundo, e conversei bastante com elas.
Me apaixonei aos 13.
Estudei Freud, Darvin, Marx, Bakunin, Brahms e Mozart.
Li Burroughts, Adams, Huxley, Kerouac, Snyder e Ginsberg.
Saí de casa aos 19.
Conheci novamente todas as pessoas do mundo, e ainda converso bastante com elas.
Agora, se me perguntas sobre o ponto alto da vida de qualquer ser,
respondo: são todos.
E cada segundo é importante e todo pensamento é válido e todo amor é vivido e toda lágrima chorada e todo riso verdadeiro e toda fala dita e todo o todo é tão necessário quanto é pra ser.
Agora, se me respondes que estou errado,
replico: então não vim ao mundo, não chorei, não andei, não falei, não abracei nem beijei, não conheci, não apaixonei...
Espera, tem algo errado nisso aí.

4 comentários:

Gustavo Pavan disse...

puta merda!!!!
Se você não for o melhor escritor que eu conheço eu sou uma pessoa muito errada nesse mundo.
MARAVILHOSO!!!

Léo Rigotto disse...

hahahahaha Guzinho, vc é demais.

Steph disse...

só posso copiar as palavras do guzinho pq ó, MUITO BOM!

Luciana Rigotto disse...

Este é o primeiro texto que foi para o jornal da nossa city: "Gazeta de Ouro Fino". Quando publicar eu aviso.