segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Desquerer

Quero encher de formalidades
essa minha voz escassa e transparente.
Quero sentir na pele
o espinho da rosa,
o doce gosto do sangue
que escorre por toda célula
e cai,
fica,
inerte em sua existência.
Quero pular alto,
sonhar alto.
Quero uma noite de sono,
onde durmo por toda a
eternidade e acordo novo
e bem nutrido.

Quero conhecimento de sábio.
Quero vida,
morte,
luz.

Quero ver da forma certa
o despertar da flor morta,
que cai, despenca torta.
Que da existência ninguém se importa.

Quero abrir a janela
e deixar sair o pássaro.
Preso, prosa, prego.
Quero não querer.
Quero tudo não querer.
Mas o que faz o homem, se não desejar?

Um comentário:

Dentro da eternidade e a cada instante disse...

Instintos.

Queria ser somente essência.