sábado, 27 de outubro de 2007

Trust.

Confiança é uma coisa tão nobre, e tão insegura, que certas vezes faz a gente pensar sobre ela.
Acho que o maior símbolo de amizade é a confiança. As pessoas têm que aprender a diferença entre amizade e coleguismo.
Amizade é quando você ama certa pessoa. Ama tanto a ponto de confiar toda a sua vida nela. É claro que existem graus de amizade, mas a verdadeira é a confiança total.
Coleguismo é você conhecer a pessoa, fazer certos tipos de brincadeira e coisas assim.

Atualmente eu confio em 5 pessoas, e estou feliz por isso. Espero que essas pessoas confiem em mim também!

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Locking my room.

Estou pensando sériamente em trancar meu quarto. O quarto é um lugar tão comum pra gente e tão incomum pros outros. Eu não me sinto sozinho nele, apenas intediado.
Acho que nunca quero ser sozinho. Fico imaginando que agonia deve ser, você não ter ninguém pra te cumprimentar quando chega em casa, e não ter ninguém pra dizer pra onde você vai, quando sai. Sinto me triste por pessoas assim. Na realidade, eu gostaria de estar agora, na casa de todas elas, abraçando-as de uma forma, que elas não precisariam de um outro abraço para o resto de suas vidas.
Eu não quero chegar em casa, acender a luz e perceber que estou sozinho, e que não adianta quanto tempo passe, eu não terei ninguém pra esperar, pra comer aquele macarrão, tomar aquele vinho.
Quero chegar em casa, e poder ver minha mulher, toda arrumada, esperando eu chegar para sairmos de carro, comermos em um bom restaurante, assistirmos um filme e voltarmos felizes para casa.
Quero chegar, e ver meu pequeno filho, com apenas alguns meses, aprendendo a falar. Quero abraçá-lo, sentir todo o amor que tenho por ele transbordar. Quero vê-lo crescer, se tornar um homem.
Eu quero chegar em casa, e ser recebido pelo meu netinho, dizendo: "Vovô, olha o que eu aprendi!". Quero chegar em casa, e ver a mesa cheia de gente, se divertindo, dando risada, discutindo política, novela ou futebol. Quero não conseguir contar a quantidade de netos e bisnetos que tenho. Quero ficar tão perdido a ponto de esquecer com facilidade o nome deles, e ser corrigido com um: "Er! Meu nome é Pedro, vovô."
Quero morrer, deitado na minha cama, com minha velha mulher ao lado, segurando a mão dela, lembrando dos tempos bons que passamos juntos, e que foram muitos. Lembrando de tudo que eu fiz na minha vida. Quero ir com a segurança de que eu deixei todos prontos para, de certa forma, encararem o mundo.
Só assim serei um homem feliz, realizado.
Não me arrependo de nada do que fiz, nem do que deixei de fazer.
Não me arrependerei se minha vida for completamente diferente da que eu sonhei, o que importa é me sentir feliz o bastante para poder dormir e acordar no outro dia disposto o bastante para sonhar com uma nova vida!

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

In the Flesh.

A carne fresca,
a carne quente.
Carne negra,
cozida,
necrozada.
Carne animal,
humana.
Suculento suco,
sangue.
O arroz e o feijão,
o futebol e a cerveja,
o sexo e o cigarro.
A carne,
maldita carne que me prende, que me faz inutil.
Maldita carne que engulo com nojo e veemência.
Santa carne nossa, de nenhum dia, arrancai-nos hoje!

O sangue percorre o corpo, a carne.
Percorre a face, as mãos.
Vaza, coagula.
Morre.

A carne sobra.

To her.

Não vejo saída,
quero a ti e quero agora.
Minh'alma moída,
quero-te sem demora.

Penso perder-te
na calada da noite.
Sinto-me triste,
dá-me o açoite.

Porque eu não pude agir?
Será que é melhor fugir,
ou calar-me enquanto posso?

Não! Quero-te minha,
Quero-te sozinha.
Ou vou afundar no fosso.

Past.

Há 7 meses eu era outra pessoa.
Eu me imaginei diferente, eu achava que atualmente eu seria o mesmo hipócrita, a mesma criança.
As músicas me fazem lembrar de coisas que eu não queria.
Eu acho que eu fiquei muito mais maduro, e muito mais chato do que deveria. Talvez seria melhor eu ter mantido a infantilidade, a imaginação abstrata, mas me tornei racional demais. Me tornei triste, um triste conhecedor da verdade.
Talvez eu devesse ter feito tudo o que eu queria, sem me preocupar com as conseqüências. Ou então não devesse ter feito nada, ter ficado em casa nas noites de chuva, como eu tanto quis e nunca pude.
Desperdicei um largo tempo da minha vida com coisas sem sentido. Perdi momentos bons. Me distanciei de pessoas que eram muito importantes para mim.
Mas, se eu tivesse esse tempo de volta, faria tudo exatamente igual.
Minha vida se tornou uma vida à partir de agora.

Hoje estou meio nostalgico, meio triste e meio apaixonado.
Hoje estou pensativo demais.

Become real.

Finalmente, tá tudo virando realidade.
O projeto tá andando com suas próprias pernas. Estamos rodeados de amigos, que estão dispostos a tudo pra ajudar a continuar!
Vamos fazer tudo o que planejamos, e vamos ter que planejar muito mais!
Espero que tudo dê certo... Mas vai dar sim!

E um viva à Commedia Del'Arte!
E dois vivas ao Balobê!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

This is actually me:

Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr do sol, postal, mais ninguém

Peço tanto a Deus
Para esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus

Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer

Sinto absoluto o dom de existir, não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você

Sometimes...

Algumas vezes, pensamos em fazer coisas inimáginaveis.
Outras vezes, pensamos em fazer coisas simples.
Mas, sempre, pensamos em fazer coisas.

A humanidade ainda não aprendeu a olhar a si mesma de uma forma diferente, uma forma expontânea.
Estamos presos, não dentro de uma atmosfera. Estamos presos nas nossas mentes.
Pensamentos formados, enlatados.
Uma forma de agir que é igual em todo o mundo.
A facilidade, a rapidez.

A humanidade precisa aprender que o bom não é fazer muito.
O bom é fazer pouco, e se sentir bem com isso.
O bom é curtir o momento, sentir tudo o que for possível, e depois passar pra uma nova fase.
Demore o quanto demorar.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

The Girl That Does Yoga, chapter I.

Ele sempre a viu como algo magnífico, inalcansável.
Ela sempre agiu gentilmente para com ele.
Quando se conheceram, ainda crianças, ela foi a primeira que lhe acolheu. Ele era tímido e sozinho. Ela era confiante e cheia de amigos.
Nunca conversaram muito, mas não havia necessidade. Sempre se deram tão bem.
Ele, no começo, pensou em hipóteses sobre algum relacionamento, mas acabou se esquecendo por um tempo.
Por um longo tempo.

Fifty.

No começo, eu pensava que isso seria mais algo que eu jogaria fora.
Mas agora que eu cheguei à quinquagésima parte, eu vejo que sem isso aqui eu não seria nada!
Meus dias ficaram melhores, e eu consigo até ver o meu caráter se formar. Agora eu percebo que eu sou eu, e que ninguém vai tirar isso de mim.
Tenho pena dos que não são eles mesmos, pois não têm essa felicidade plena que eu sinto agora.
Agradeço a todos os que me ajudaram a manter isso aqui como algo decente...
Agradeço à Talita pelo primeiro comentário, ao Lucas pelo primeiro banner, e a Taís, a Bianca e o Lucas por comentarem sempre que podem!
E agradeço a mim, ao meu outro eu, aquele que vive, pois o que seria desse eu que aqui escreve, sem as besteiras que o outro faz ou deixa de fazer?
Adeus, e até amanhã, com mais um pensamento triste sobre tudo o que eu sinto!

domingo, 21 de outubro de 2007

Should anyone ask?

Perguntar o quê?
Perguntar tudo.

Eu só queria saber as respostas óbvias sobre como ser eu mesmo.

The girl that does yoga.

Ela mora perto de uma laranjeira...
Ele mora em uma pequena casa ao lado de uma pequena colina...
Ela sempre está vestida em branco, ela é como um anjo, ela queima meus olhos.
E ela se move como uma garotinha, eu viro uma criança quando a vejo.

Quando nós passamos perto, ela pegavas as laranjas que haviam caído no chão.
Ela tem um lobo, que avisa quando ele chega.
E os cachorros dele correm.

She gives
I get
without givin' anything to see.

sábado, 20 de outubro de 2007

Lonelity

Neither of us wanna be alone.
If I wasn't that fool, if I just haven't fall.
Maybe, if I was just a little boy, with the mind open, without those thoughs...
But no, I have to be that man, that cannot think in another thing but you.
And I'm sure I wouldn't find you at home.
And you're coming home.

BUT I WAS LONELILY LOOKING FOR SOMEONE TO HOLD, AND I NEVER FIND MYSELF SO LOW.

I can't take my mind...

Hoje eu acordei com uma vontade danada de sair correndo pela rua, gritando e pulando!
Eu não me sinto feliz quando eu acordo assim, mas é uma forma de felicidade, eu acho.
Hoje eu estou meio abstrato, hoje eu estou surreal.
Obrigado por se sentirem bem, eu fico feliz.
E obrigado por me fazerem descobrir coisas que eu achava impossíveis de acontecer. Mas acho que eu nem fiquei tão triste assim... Nem deveria, ninguém ia entender nada mesmo.
Só eu sei o que eu sinto, e eu não vou contar pra ninguém. Tenho medo de risadas, pois se riem de como eu sinto, estão rindo de como eu sou.
Tudo vai passar, tudo vai desaparecer, e eu vou me lembrar disso como uma fase abstrata e surreal da minha vida.
Eu me sinto estranho demais. Mas olha eu denovo falando dos meus sentimentos.
Acho que vou arrumar meu quarto, talvez isso me deixe feliz.

Here's to the man with his face in the mud

Um brinde ao cara com a cara na lama...
Vamos, todos brindando, e rindo.
Eu poderia até me importar (e quem disse que eu não me importo), mas tento parecer indiferente. Eu faria o máximo de coisas possíveis, ao mesmo tempo, porém je pense que je l'aime des fois. Mas a questão é: et elle?
Le silence.
N'ose pas dis-donc.

Parece que tudo tá pronto pra ser demolido, e tudo parece firme demais pra cair tão fácil...
Loving is fine if it's not in your mind.
Je l'aime.
Moi? Petite. Petite em tudo, queria poder mais... Tudo desse tipo sempre foi tão fácil pra mim, nunca tive esse problema... Mas dessa vez tá diferente, quand on est ensemble, mettre les mots sur la petite dodo.
Olha, fiquei triste por saber algumas coisas, o que parecia colorido ficou escuro...
Mas não tão escuro assim.
É.
Quand elle joue avec moi, eu me sinto feliz.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

The professor and the dancing girl.

La fille danse
Quand elle joue avec moi
Et je pense que je l'aime des fois
Le silence, n'ose pas dis-donc
Quand on est ensemble
Mettre les mots
Sur la petite dodo.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Is anybody in there?

Oi, tem alguém aí pra me salvar desse lugar chato?
Alguém pra correr comigo pela cidade?
Que possa me dizer coisas legais?
Que me deixe feliz?
Me faça sorrir?
Alguém?
Não.

Melody

Bem que eu queria fazer uma música que descrevesse tudo o que eu sinto agora...
Mas tem tanta música boa pra eu ouvir, que nem compensa perder tempo com banalidade! ;D

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Dreamer.

It's like drinking from an empty cup.

Sonhando, hoje passei o dia sonhando.
Tentei viver, mas não deu certo.
Tentei parar de sonhar, mas deu menos certo ainda.
Daí eu me deixei sonhar, e me vi feliz!
Hoje eu passei o dia pensando, em tudo o que pode acontecer.
Decidi.
Eu vou fazer alguma coisa!

This is got to die.
This is got to stop!

Lili, the little girl.

Acordou, limpou os olhos com as mãos pequenas e frágeis. Tirou o pijima, colocou a roupa de ficar em casa. Desceu, tomou sou leite com achocolatado, deu um beijo nos seus pais. Subiu, se trancou no quarto. Olhou todas aquelas bonecas, enfileiradas, todas obtidas por birras e choros. Olhou-as de uma forma diferente, olhou-as com um sorriso. Decidiu que não queria mais bonecas, decidiu que queria músicas.
Decidiu também, que dessa vez ela não faria birras. Pegou as bonecas, colocou-as no saco plástico e desceu as escadas novamente.
Foi para a rua mais movimentada da cidade, e andou, andou até cansar, e depois de cansar andou mais ainda. Andou até encontrar a criança mais triste que já havia visto, e a entregou o saco. Sem mais nada pra dizer, saiu correndo, ansiosa.
Voltou ao seu quarto, sentiu-se diferente. Sentiu-se como se fosse uma borboleta, pronta para voar. Abriu a janela, sentiu a brisa fresca da manhã, e viu o pássaro, com a tão sonhada música! E lá ela ficou por horas, e dias, e meses, e anos. Envelheceu jovem e linda, não queria mais largar a música, e nem deveria. Gloriosa borboleta se tornou, que todos que a viam se sentiam felizes, e queriam, incrivelmente, ouvir músicas.