Bom dia!..
Estou enviando este rapaz para você atender e ver se pode ajudá-lo.
E veio na Casa da Família o que ele está precisando nós não podemos ajudá-lo.
Certo da sua atenção, agradeço e que Deus o abençoe.
Márcio da Paz. 10.08.10
Achei um papel na rua e resolvi que ele seria uma excelente explicação pra tudo o que a gente não viveu.
Não se pode reverter as coisas, e a ajuda nunca vem de quem precisa te ajudar.
Só que ninguém entende que não existe ajuda.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
Cara de dó.
Enquanto o mundo meu girou
eu não percebi que a volta era o silêncio.
Além do mais, pestanejei
e me encontrei ferrado em descontento.
Vivenciei a sobra de dois nomes,
despenquei no meu a sombra do inverno.
Tremi de medo e frio ao não me ver
junto a tudo aquilo que era correto.
Então alguém veio me dizer
que o mundo inteiro gira sem saber
e que não vale mais contar as voltas
pois no fim tudo a quilo que se vê
Uma volta e meia de rancor
Uma volta inteira de pavor
Então alguém veio me dizer
que não.
eu não percebi que a volta era o silêncio.
Além do mais, pestanejei
e me encontrei ferrado em descontento.
Vivenciei a sobra de dois nomes,
despenquei no meu a sombra do inverno.
Tremi de medo e frio ao não me ver
junto a tudo aquilo que era correto.
Então alguém veio me dizer
que o mundo inteiro gira sem saber
e que não vale mais contar as voltas
pois no fim tudo a quilo que se vê
Uma volta e meia de rancor
Uma volta inteira de pavor
Então alguém veio me dizer
que não.
Passatempo
Só queria dizer pra mim mesmo,
mas nem isso eu tenho conseguido.
Parece que tem algo preso aqui,
não é choro, porque nunca fui disso,
é só uma sombra de dúvida.
Uma sombra de culpa por não ter conseguido me dizer que não.
Mas, como diz a nova música,
deixa que o tempo vá.
É, e eu queria ficar.
mas nem isso eu tenho conseguido.
Parece que tem algo preso aqui,
não é choro, porque nunca fui disso,
é só uma sombra de dúvida.
Uma sombra de culpa por não ter conseguido me dizer que não.
Mas, como diz a nova música,
deixa que o tempo vá.
É, e eu queria ficar.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Rapaziada do nordeste, se preparem. Aqui vai uma chuva de concreto.
Hoje não vi o meu sol partir, e ele partiu sem nem mesmo ver. Hoje meu mundo caiu denovo e não há flor que se cheire e deixe levar seu perfume para algo além de mim.
Além de mim não existem dores. Então, percebo, só há dores no que resta se tirar tudo além de mim.
E, nesse clichê de flores e dores, não encontrei resposta alguma e minhas frases são malfeitas.
Comparo o novo mundo com os outros mundos, comparo e recebo de volta a conta de luz. Não vejo lucro nem no antes e no depois.
De mim, são dois: eu e ele, que sou eu.
Não sei quem sou e nem quero saber se for assim.
E depois disso, acabo tendo raiva de quem sabe.
Desisto, me esqueço e esqueço o resto.
Deixei pra trás o velho mundo, deixei pra trás tudo de mais.
Só levo o que me convém.
Sou um cretino.
Além de mim não existem dores. Então, percebo, só há dores no que resta se tirar tudo além de mim.
E, nesse clichê de flores e dores, não encontrei resposta alguma e minhas frases são malfeitas.
Comparo o novo mundo com os outros mundos, comparo e recebo de volta a conta de luz. Não vejo lucro nem no antes e no depois.
De mim, são dois: eu e ele, que sou eu.
Não sei quem sou e nem quero saber se for assim.
E depois disso, acabo tendo raiva de quem sabe.
Desisto, me esqueço e esqueço o resto.
Deixei pra trás o velho mundo, deixei pra trás tudo de mais.
Só levo o que me convém.
Sou um cretino.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Resposta
Recriei aquela realidade e estava tudo ali,
preto no branco.
Ressalvei fatos, regredi tatos, dei um sorriso largo para o desconhecido.
E, de tantos "res", ri. E foi tudo alegria.
Disse adeus ao mal-estar, a vontade e a alergia.
Revoltei e reinventei isso tudo pra poder dizer:
Hoje sou eu e mais nada. E, antes de tudo, sou só isso. Depois também.
Adeus.
preto no branco.
Ressalvei fatos, regredi tatos, dei um sorriso largo para o desconhecido.
E, de tantos "res", ri. E foi tudo alegria.
Disse adeus ao mal-estar, a vontade e a alergia.
Revoltei e reinventei isso tudo pra poder dizer:
Hoje sou eu e mais nada. E, antes de tudo, sou só isso. Depois também.
Adeus.
domingo, 21 de março de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
Finalmente.
Soltaram minhas asas.
Olha ali, estou no meu céu azul.
É, pequeninos, aqui é bem mais legal.
Talvez eu mude minhas cores, minhas coisas.
Tudo que começa ruim, tende a ruir.
Não dessa vez.
Adeus pasárgada, não preciso mais de sonhos.
Tá tudo aqui já.
Quer dizer, quase tudo.
Mas ela sempre vai estar junto mesmo longe, prometo que vai.
Olha ali, estou no meu céu azul.
É, pequeninos, aqui é bem mais legal.
Talvez eu mude minhas cores, minhas coisas.
Tudo que começa ruim, tende a ruir.
Não dessa vez.
Adeus pasárgada, não preciso mais de sonhos.
Tá tudo aqui já.
Quer dizer, quase tudo.
Mas ela sempre vai estar junto mesmo longe, prometo que vai.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Metamorfossa 2 (porque a 1ª é dos móveis)
Amanheci e não era eu. A banda tocando na janela, abri minhas asas e fui ver o que tinha acontecido.
Mas, logo no dia que metamorfoseei-me, resolveram que não tinha espaço para voar, e amarraram minhas tão sonhadas asas.
Caí logo no chão, sem entender bulhufas. Vieram me explicar sobre toda a economia do mundo, que as aves não faziam parte disso. O alpiste estava caro, as gaiolas de inverno também, já estavam devendo muito nas lojas e não daria pra voar muito.
As vezes eu penso que eu poderia até ser aquelas pombinhas na praça, comendo o que eu achasse, vivendo ali e só ali. Mas não me deixam, fecham a janela.
E agora esse quarto ficou muito pequeno pra mim, com todas essas penas no meu corpo. Que pena, sonhei tanto com isso.
Mas, logo no dia que metamorfoseei-me, resolveram que não tinha espaço para voar, e amarraram minhas tão sonhadas asas.
Caí logo no chão, sem entender bulhufas. Vieram me explicar sobre toda a economia do mundo, que as aves não faziam parte disso. O alpiste estava caro, as gaiolas de inverno também, já estavam devendo muito nas lojas e não daria pra voar muito.
As vezes eu penso que eu poderia até ser aquelas pombinhas na praça, comendo o que eu achasse, vivendo ali e só ali. Mas não me deixam, fecham a janela.
E agora esse quarto ficou muito pequeno pra mim, com todas essas penas no meu corpo. Que pena, sonhei tanto com isso.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Pipa
Estou o pó da rabiola.
A namorada vai pra longe,
não posso cursar a faculdade que passei,
não trabalho, não estudo, não toco mais musica,
nem escrever eu sei mais.
Sou o pó da rabiola.
É sério, turminha.
Sou um cego em um tiroteio.
A namorada vai pra longe,
não posso cursar a faculdade que passei,
não trabalho, não estudo, não toco mais musica,
nem escrever eu sei mais.
Sou o pó da rabiola.
É sério, turminha.
Sou um cego em um tiroteio.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
O samba do até logo.
E eles passaram em frente a mim com ar de riso contido, acho que adivinharam minha situação e resolveram experimentar causar uma inveja. Deve ter funcionado, contrário não estaria escrevendo sobre eles.
Abraçados, no frio dessa mudança de estações, logo de manhãzinha, assim que saí do ônibus. E eu, atônito com tudo aquilo que estava acontecendo, logo me imaginei ali, um dia antes, na mesma calçada, me sentindo o maior do mundo, ao lado da maior do mundo. Agora já passou, minha semaninha da felicidade.
Segui, apesar do vento forte que bateu e acabou fazendo escorrer uma lágrima. Vento forte tinha outro nome antigamente, talvez chamavam de saudade ou algo assim, não me lembro sou novo. Daí, como quem tinha que continuar, continuei. Ali, na cidade populosa e eu: sozinho junto com mais tanta gente, e nem tinha porque procurar alguém, quem eu precisava eu não ia ver.
Estava deitada, ela, talvez chorando, dormindo, lembrando, não sei. Estava deitada onde já nos deitamos várias vezes quando não estavam olhando e abrimos sorrisos largos só por vermos que estavam ali os dois: a minha grande pequena e eu, e nada mais, na escuridão dos nossos pensamentos, trocando palavras que talvez nunca descrevam o tamanho que é aquilo tudo.
Se era essa rotina meio doida que criamos, agora vamos ter que mudar tudo denovo. Sacrifícios à parte, seremos felizes ao nosso modo. E eu estou tão feliz por ela, que até quase relevo a distância. Não relevo porque ainda dói bastante, mas quase relevo, pela alegria de ter visto tudo acontecer e participado.
É tudo doido ou tudo doído, um acento muda bastante aqui, mas não muda nada dentro de mim.
Obrigado, menininha, por ter me mostrado como tudo isso é bom.
Abraçados, no frio dessa mudança de estações, logo de manhãzinha, assim que saí do ônibus. E eu, atônito com tudo aquilo que estava acontecendo, logo me imaginei ali, um dia antes, na mesma calçada, me sentindo o maior do mundo, ao lado da maior do mundo. Agora já passou, minha semaninha da felicidade.
Segui, apesar do vento forte que bateu e acabou fazendo escorrer uma lágrima. Vento forte tinha outro nome antigamente, talvez chamavam de saudade ou algo assim, não me lembro sou novo. Daí, como quem tinha que continuar, continuei. Ali, na cidade populosa e eu: sozinho junto com mais tanta gente, e nem tinha porque procurar alguém, quem eu precisava eu não ia ver.
Estava deitada, ela, talvez chorando, dormindo, lembrando, não sei. Estava deitada onde já nos deitamos várias vezes quando não estavam olhando e abrimos sorrisos largos só por vermos que estavam ali os dois: a minha grande pequena e eu, e nada mais, na escuridão dos nossos pensamentos, trocando palavras que talvez nunca descrevam o tamanho que é aquilo tudo.
Se era essa rotina meio doida que criamos, agora vamos ter que mudar tudo denovo. Sacrifícios à parte, seremos felizes ao nosso modo. E eu estou tão feliz por ela, que até quase relevo a distância. Não relevo porque ainda dói bastante, mas quase relevo, pela alegria de ter visto tudo acontecer e participado.
É tudo doido ou tudo doído, um acento muda bastante aqui, mas não muda nada dentro de mim.
Obrigado, menininha, por ter me mostrado como tudo isso é bom.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
só pra lembrar
que daqui eu não espero mais nada.
que lá é o que me leva ainda, e quem é pra entender entende.
se minha ansiedade foi maior que a expectativa, agora eu tenho alguém pra me confortar e pensar que não importam os números, importam as palavras.
ah, toda essa importância. eu agradeço e me sinto humilde quanto a tudo que veio. que de mais forte aqui dentro são todos os afetos, longes mas não vãos.
me sinto sério, com cara de meio-dia. mas no buraco incolor do entendimento, resta a cor da pele.
com marcas de camiseta ao sol (que juro que não existem ou relevam) e me levam ao pensamento quente e ardente: se existe o ser repleto de mim, esse ser é repleto de ti.
e, numa declaração mais intensa, digo "o amor é o mais triunfante dos sentimentos, pois não espera resposta ou resultado, apenas é singelo e existe aos mais molhados lençóis, ou teclados de computador".
e hoje eu percebo o mundo de qualquer forma, pois não importa a forma, o que importa é percebê-lo.
seu cabelo.
domingo, 17 de janeiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Gerônimo! e se foi.
As cores do paraíso eram só pra negar a maior certeza de simplicidade: o incolor. Pintaram os céus de azul, os infernos de vermelho e os nossos corações de verde-mofo. Tal qual um gorgonzola, corrompidos desde entranhas até exteriores baratos. Aquela pena sentida, aquele triunfo e mais nada. Gerônimo! e se foi e mais nada. Relutantes, seguiram com a vida dos corações verde-mofo, mas nada foi como era antes. E, só por um motivo: antes era nada. Compreendem? É, eu já sabia. Suas novelas baratas com histórias e contradições, suas almas viajantes e reencarnadas, seu antropocentrismo nojento, histórias pra boi dormir. Eu tenho pena, mas não me meto: cansem seus corpos com suas corridas, cansem suas barrigas com suas guloseimas enlatadas, mas, por favor e lhes imploro de joelhos, não cansem nem gastem suas mentes com baboseiras cada vez mais imbecis e sem sentido, entendam a raiz do problema, entendam as bases, não busquem respostas fora de vocês: TUDO ESTÁ DENTRO DE NÓS, E NÃO SOMOS NADA.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
domingo, 1 de novembro de 2009
E essa minha idiotice toda não faz sentido.
Não sei o que acontece dentro de nós, mas a distância é inimiga.
Entre essa duvida existe a certeza: Aconteça o que acontecer, desde o começo eu te amei e isso vai durar pra sempre.
Não consigo mais viver com esse sentimento de distância.
Desculpe tudo que falei de errado, tudo mesmo.
Não vejo a hora de te ver, de relembrar aquele cheiro tão gostoso, fechar meus olhos e me sentir bem.
Eu quero, mesmo longe, estar o mais perto possível. Ando sentindo que cada dia fica mais longe.
Não sei o que acontece dentro de nós, mas a distância é inimiga.
Entre essa duvida existe a certeza: Aconteça o que acontecer, desde o começo eu te amei e isso vai durar pra sempre.
Não consigo mais viver com esse sentimento de distância.
Desculpe tudo que falei de errado, tudo mesmo.
Não vejo a hora de te ver, de relembrar aquele cheiro tão gostoso, fechar meus olhos e me sentir bem.
Eu quero, mesmo longe, estar o mais perto possível. Ando sentindo que cada dia fica mais longe.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Banco do Passageiro
No meu sereno escuro, o aconchego.
Chega perto, gosto de sentir teu cheiro.
Só uma vez, mas pra sempre.
Enfim, não sei se tá certo pensar nisso nas atuais circunstancias,
mas nunca parei até hoje, e não vou parar até que enfim escureça.
Mas não sei de quem as escolhas foram, e agora não é hora pra se pensar nisso.
Então digo adeus a quem preciso, digo a deus que não preciso, vou-me embora pra lugar nenhum.
Minha sina é essa, ficar aqui no meu canto, esperando tudo acontecer.
Eu até gosto, mas as vezes não aconteceu do jeito que eu queria, e não sei se estou muito feliz com isso.
Mas agora chega. Obrigado.
Chega perto, gosto de sentir teu cheiro.
Só uma vez, mas pra sempre.
Enfim, não sei se tá certo pensar nisso nas atuais circunstancias,
mas nunca parei até hoje, e não vou parar até que enfim escureça.
Mas não sei de quem as escolhas foram, e agora não é hora pra se pensar nisso.
Então digo adeus a quem preciso, digo a deus que não preciso, vou-me embora pra lugar nenhum.
Minha sina é essa, ficar aqui no meu canto, esperando tudo acontecer.
Eu até gosto, mas as vezes não aconteceu do jeito que eu queria, e não sei se estou muito feliz com isso.
Mas agora chega. Obrigado.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Você foi 1 dos que rezaram para a roseana sarney?
numa página aberta, um corrimão
corredor polonês em alta velocidade
só se deram conta no ultimo minuto
que estava tudo errado assim como o fósforo apagado
ajoelharam e rezaram seu ultimo pai nosso
pai deles, pra falar a verdade.
e depois carregaram o menino pelo cinto e pelo asfalto,
ao mesmo tempo.
e os miolos no chão.
não resolveu.
só aumentou a expectativa e o ibope, e daí não pararam mais.
e até hoje se vê, em meio aos brilhos azuis foscos,
a bola rodando, rodando, e uma voz escrota repetindo a mesma merda.
e você acha graça, e guarda seu fim de semana e a sua cerveja pra isso.
e se ajoelha e reza...
e derrama sua cerveja na pança, e dá gargalhadas sozinho na sala.
háháhá.
e se acabar a energia?
a cerveja esquenta e a tevê desliga?
e se acabar a SUA energia?
vai finalmente descobrir que não valeu a pena, e simplesmente só isso.
corredor polonês em alta velocidade
só se deram conta no ultimo minuto
que estava tudo errado assim como o fósforo apagado
ajoelharam e rezaram seu ultimo pai nosso
pai deles, pra falar a verdade.
e depois carregaram o menino pelo cinto e pelo asfalto,
ao mesmo tempo.
e os miolos no chão.
não resolveu.
só aumentou a expectativa e o ibope, e daí não pararam mais.
e até hoje se vê, em meio aos brilhos azuis foscos,
a bola rodando, rodando, e uma voz escrota repetindo a mesma merda.
e você acha graça, e guarda seu fim de semana e a sua cerveja pra isso.
e se ajoelha e reza...
e derrama sua cerveja na pança, e dá gargalhadas sozinho na sala.
háháhá.
e se acabar a energia?
a cerveja esquenta e a tevê desliga?
e se acabar a SUA energia?
vai finalmente descobrir que não valeu a pena, e simplesmente só isso.
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