sábado, 13 de fevereiro de 2010

só pra lembrar

que daqui eu não espero mais nada.
que lá é o que me leva ainda, e quem é pra entender entende.
se minha ansiedade foi maior que a expectativa, agora eu tenho alguém pra me confortar e pensar que não importam os números, importam as palavras.
ah, toda essa importância. eu agradeço e me sinto humilde quanto a tudo que veio. que de mais forte aqui dentro são todos os afetos, longes mas não vãos.
me sinto sério, com cara de meio-dia. mas no buraco incolor do entendimento, resta a cor da pele.
com marcas de camiseta ao sol (que juro que não existem ou relevam) e me levam ao pensamento quente e ardente: se existe o ser repleto de mim, esse ser é repleto de ti.
e, numa declaração mais intensa, digo "o amor é o mais triunfante dos sentimentos, pois não espera resposta ou resultado, apenas é singelo e existe aos mais molhados lençóis, ou teclados de computador".
e hoje eu percebo o mundo de qualquer forma, pois não importa a forma, o que importa é percebê-lo.
seu cabelo.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Eu não te entendo
eu não me entendo
não entendo se é
ou se não entendo o que é
Se entendo o de perto
o de longe não é
Se entendo o de longe...
ah, cara, eu não entendo nada.

Estou frustrado há tempos por estar assim, mas nada supera o outro sentimento, não importa o quanto.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Gerônimo! e se foi.

As cores do paraíso eram só pra negar a maior certeza de simplicidade: o incolor. Pintaram os céus de azul, os infernos de vermelho e os nossos corações de verde-mofo. Tal qual um gorgonzola, corrompidos desde entranhas até exteriores baratos. Aquela pena sentida, aquele triunfo e mais nada. Gerônimo! e se foi e mais nada. Relutantes, seguiram com a vida dos corações verde-mofo, mas nada foi como era antes. E, só por um motivo: antes era nada. Compreendem? É, eu já sabia. Suas novelas baratas com histórias e contradições, suas almas viajantes e reencarnadas, seu antropocentrismo nojento, histórias pra boi dormir. Eu tenho pena, mas não me meto: cansem seus corpos com suas corridas, cansem suas barrigas com suas guloseimas enlatadas, mas, por favor e lhes imploro de joelhos, não cansem nem gastem suas mentes com baboseiras cada vez mais imbecis e sem sentido, entendam a raiz do problema, entendam as bases, não busquem respostas fora de vocês: TUDO ESTÁ DENTRO DE NÓS, E NÃO SOMOS NADA.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

domingo, 1 de novembro de 2009

E essa minha idiotice toda não faz sentido.
Não sei o que acontece dentro de nós, mas a distância é inimiga.
Entre essa duvida existe a certeza: Aconteça o que acontecer, desde o começo eu te amei e isso vai durar pra sempre.
Não consigo mais viver com esse sentimento de distância.
Desculpe tudo que falei de errado, tudo mesmo.
Não vejo a hora de te ver, de relembrar aquele cheiro tão gostoso, fechar meus olhos e me sentir bem.
Eu quero, mesmo longe, estar o mais perto possível. Ando sentindo que cada dia fica mais longe.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Banco do Passageiro

No meu sereno escuro, o aconchego.
Chega perto, gosto de sentir teu cheiro.
Só uma vez, mas pra sempre.
Enfim, não sei se tá certo pensar nisso nas atuais circunstancias,
mas nunca parei até hoje, e não vou parar até que enfim escureça.

Mas não sei de quem as escolhas foram, e agora não é hora pra se pensar nisso.
Então digo adeus a quem preciso, digo a deus que não preciso, vou-me embora pra lugar nenhum.
Minha sina é essa, ficar aqui no meu canto, esperando tudo acontecer.
Eu até gosto, mas as vezes não aconteceu do jeito que eu queria, e não sei se estou muito feliz com isso.

Mas agora chega. Obrigado.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Você foi 1 dos que rezaram para a roseana sarney?

numa página aberta, um corrimão
corredor polonês em alta velocidade
só se deram conta no ultimo minuto
que estava tudo errado assim como o fósforo apagado

ajoelharam e rezaram seu ultimo pai nosso
pai deles, pra falar a verdade.
e depois carregaram o menino pelo cinto e pelo asfalto,
ao mesmo tempo.
e os miolos no chão.

não resolveu.
só aumentou a expectativa e o ibope, e daí não pararam mais.
e até hoje se vê, em meio aos brilhos azuis foscos,
a bola rodando, rodando, e uma voz escrota repetindo a mesma merda.
e você acha graça, e guarda seu fim de semana e a sua cerveja pra isso.

e se ajoelha e reza...
e derrama sua cerveja na pança, e dá gargalhadas sozinho na sala.
háháhá.
e se acabar a energia?
a cerveja esquenta e a tevê desliga?
e se acabar a SUA energia?
vai finalmente descobrir que não valeu a pena, e simplesmente só isso.

domingo, 11 de outubro de 2009

clara penumbra

hoje soube que qualquer penumbra é motivo de desespero,
desde o aconchego dos lençóis até o ultimo degrau da caverna.
não se relaxa um segundo, e qualquer sinal de luz é euforia.
estou na penumbra total, mas as vezes lembro que trouxe uma lamparina.
pequena, como se fosse feita pra mim, no meu atual estado.
tenho estado rouco demais para dividir idéias sensatas.
todo esse mundo que teima em querer ser ouvido e não pede respostas,
simplesmente diz aleatoriedades, mas suplica um entendimento imediato.
essa dor de cabeça me causa náuseas.
cansei de informações.
estou rouco demais para palavrear contra qualquer suposto crime.
estou rouco demais para palavrear.
sem mais palavras.
fui criado assim.
criado mudo.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Nordestino em Oasis Fedido

E tenho vivido sem música durante a semana.
E tenho vivido sem poesia durante a semana.
E tenho vivido sem teatro durante a semana.
E tenho vivido sem vícios durante a semana.
E tenho vivido sem sonhos durante a semana.
E tenho vivido sem prazer durante a semana.
E tenho vivido sem toques durante a semana.
E tenho vivido sem gostos durante a semana.
E tenho vivido sem cheiro durante a semana.
E tenho vivido sem curvas durante a semana.
E tenho vivido?

domingo, 9 de agosto de 2009

Agosto, seu gosto.

Agosto, seu gosto.

E tenho inveja até do meu eu de agora a pouco,
que a tinha amarrada em seus ombros
como cordas em um navio.
E agora a tenho enraizada nos meus pensamentos,
como se a distância fosse marca comum de cicatriz,
que cura e machuca com o passar das semanas.
E sinto pequenos choques por todo o corpo só de pensar que tudo passou rápido demais pra se dizer tudo que queria.
Choques como se milhares de pequenas águas-vivas se enrolassem em meu corpo tal qual musgo em pedra, tal qual peixe em isca.
De agora em diante, pra todo o sempre, essas marcas não saram e nem quero que sarem:
A lembrança é boa e merece ser guardada, e não há pesares: tudo foi e está e será tão bom quanto deve ser, e nem distância e nem saudade dizem não a felicidade quando chegam os rápidos porém memoráveis fins de semana que trocam quilômetros por milimetros.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O Bodisatva Ocidental Maldito

O Bodisatva Ocidental Maldito

E o rapaz, novo e descabelado, com cara de louco disse, sem delongas, aos que estavam lá para ouví-lo:

"Eu caio no sono sem perceber.
Acho que as vezes nem durmo, fico só meditando.
Acho que meditei tanto que, comparado a vocês, sou um velho mesquinho que se acha sábio demais para parar de pensar.
Tenho uma visão peculiar da minha mente.
Ela me parece um ancião chinês, bravo e conservador, com seus 200 anos de observação árdua da natureza.
Ele é o único que sabe que não chegou e nem vai chegar a lugar nenhum. Ninguém nunca chega.
Essa é a sina do homem ocidental: Nadar pra morrer na praia.
Se é assim, prefiro nadar pra sempre, tá tão gostoso por aqui."

Sabia ele ou não, era um dos únicos garotos bodisatva que restaram em tudo aquilo que teimavam em chamar de mundo.
Pediu um chá, sentou-se e emanou o Dharma para todos os que restaram.

muitoloco

A minha preocupação é com a sorte, não com o azar.
O azar é sempre previsto.
Mas a sorte tras a pior das coisas: a desestabilidade da alegria.
Preciso me exercitar e preciso pensar também.
Cansei dessa tecnologia, mas ela não se cansou de mim ainda.
Vou ter realmente que fugir, desculpem.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Eu gosto de esperar. Eu gosto do frio na barriga.
Me sinto bem em imaginar absurdos.
Se o fogo azul é mais forte, prefiro o vermelho.
Que, além de ser mais bonito, queima doloroso e devagar.
Do fundo de tudo, as entranhas.
De luto, no escuro, as aranhas.
A vontade da vida no ser inanimado.
O amor. Ah! O amor, estranho desgraçado.

Ponto Azul do Canário para Ir pra Casa.

Ponto Azul do Canário para Ir pra Casa.

E eu tentei não me abalar, mas não consegui.
Sempre tem algo aqui. Talvez sempre vai ter.
Avenidas desconhecidas, que me levaram pra um infinito além do conhecimento humano.
Talvez não da forma certa, mas nada é da forma certa.
Por enquanto tá tudo bem. E quem sabe, sabe do que eu falo.
Obrigado.
Acho que minha vida é agradecimento. Então não vou me lamentar, porque não há motivo.
Vou é viver, que ainda sou novo e o que tiver de vir, virá.
E, se de caminhos tortuosos a felicidade é feita, que venham pedras, curvas e desgraças.
To aqui.
Paciência, que tudo vai dar tão certo quanto está dando.

terça-feira, 14 de julho de 2009

invisible

invisible

a sociedade é invisivel.
os indivíduos são invisíveis.
o mundo é invisível.
o meu mundo é invisível.
o dinheiro é visível.
espectro visível.
obrigado, cérebro, por existir.
amém.

domingo, 10 de maio de 2009

Find myself

E, no frio, me aqueço com pensamentos,
um abraço e me esquento.
E, nessa distância dolorida,
aqueço o sentimento com palavras soltas.
Sou quieto, penso.

In search of destination.

sexta-feira, 1 de maio de 2009