quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

nope

Não estou aqui para ninguém.
Não estou aqui por ninguém.
Estou aqui simplesmente porque estou.
Não interessa se alguma coisa feita de energia (que supostamente não existe) decidiu que seria legal que eu estivesse aqui.
Ou se os átomos simplesmente resolveram se juntar e fazer com que eu crescesse e pensasse.
Não interessa se é bom ou mal pra sociedade.
Se a teoria do caos explicou ou deixou de explicar que se eu respirar agora faz toda a diferença praquela criança que vai nascer na china daqui cem anos.
Nunca interessou pra ninguém se eu liguei a televisão dois segundos depois de que todos os programas bons acabaram, se é que eles existiram.
Nada interessa pra ninguém, exceto eu.
Nada vai interessar.
Ninguém está aqui para mim.
Ninguém está aqui por mim.
É idiotice pensar o contrário. Só os loucos entendem a vida, e eu daria tudo o que eu sou só pra nunca tê-la entendido.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Hang on, deep breath.

Tantas vezes que eu gritei.
Tantas vezes que eu quis gritar.
Tudo afeta, tudo interfere.
Respire na hora certa, fale só o que deve, NÃO MEXA NISSO.
Nada é o caos, tudo é certinho, tudo é ordenado.
Não quero mais ordens.
Planos.
Bah.
Ferrem-se todos.
Exploda, sisteminha besta e todas as suas vertentes e dogmas.
Que desgraça que o ser humano se tornou.
Quero voltar a ser macaco...
Era mais legal pular, subir em árvore e comer qualquer coisa.
Maldito cérebro.
Vão para o inferno, todos vocês.
Vão mesmo!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Contrário de mim

Se me desculpei, foi porque quis xingar.
Se xinguei, foi porque quis me desculpar.
Eu sempre faço ao contrário, e é sempre o contrário do contrário que me persegue.
Mas se eu não ri, também não chorei.
Eu nunca choro. Talvez seja por isso que tudo fica preso aqui.
Mas se eu ri, eu quis quebrar o mundo.
Quis me quebrar, e te quebrar comigo.
Eu sempre quis te levar pra qualquer lugar que eu fosse.
Se eu xinguei, foi porque quis fingir que estava tudo bem.
Merda!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

on your road

do you know yourself enough
to tell
that you know the whole world
that surrounds you?

surrounds you
surrounds you
surrounds you

you'll need to travel far
you'll need to know who you are
you'll need to shut up
and listen to everyone
that's arround you

arround you
arround you
arround you

you'll do everything you like
you'll have no law nor rights
you'll be on your own
that sounds cool

sounds cool
sounds cool
sounds cool to me

go, see the world with your eyes
come back with hystories, not lies
go, make yourself a tiny part
of the road, go with the sky

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Grão

Grão

pode ser que vento traga
aquela flor de volta pro seu lugar
e então a luz apaga
tudo acaba
o que dizer do nosso amor?
esperando que o vento traga você
vou te trazer aquela flor
abraço forte, me traga morte
enfim
vem lá de longe pra mim

se eu posso te encontrar
ninguém vai saber
dai eu posso te dizer
o quão dificil é ficar assim
você dizendo "não
quero que tenha fim"
e eu te dizendo volta
você querendo mais
e eu te dizendo vem
passa mais um tempo e vai. que eu vou

vou me procurar
quem sabe eu te acho também

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Sai.

Desculpe a minha ingratidão, meu bem. Mas é que eu vivo de sonhos, e as conquistas nunca são muita coisa para um sonhador.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Glory

Se eu fiz aquele samba pra ela,
é pra ela se perder no meio
dos meus bons costumes.
Que se eu fiz aquele samba pra ela se perder,
é que de samba eu não entendo não.
E deixa alguém chegar e me dizer
que o que importa é o tempo que passa.
E deixa alguém chegar e se perder,
no meio do meu samba, que alguém faça.
Não vou mais me procurar,
que de mim eu já estou farto.
Deixa alguém me encontrar,
passo um tempo, despeço e parto.
Adeus mundo cruel,
seja no inferno ou no céu:
Vou me juntar ao John
e fazer aquele bom e velho Rock n' Roll.

Sim ou não.

Olha!
Olha denovo!
Que da esmeralda do teu olho eu tiro a riqueza do coração.
Que tiro a felicidade não do momento, mas dos sonhos em meio a lençóis e colchão.
Olha! Vê que não se espera mais de ninguém o sentimento, que já virou banal todo o entendimento.
Mas também vê, e veja bem!, que o banal dos outros é proporcional ao meu real.
E, mesmo não te conhecendo como quero, como queres que te diga que não tenho o sentimento?
Tu, que já arrancou-me as entranhas ao primeiro cumprimento.
Tu, que tirou-me o oxigênio dos pulmões no primórdio do momento.
Sim, tu! Tu que me olhas com desdêm e indiferença.
Ou é amor?
E se for amor, será o banal ou o real?
Olha!
Fecha os olhos e me dá a tua mão. Não tenho certeza para onde vamos, mas caminhar tira os pensamentos da cabeça.
Pensamento sim.
Pensamento não.
Diz que eu não digo, mas diz em vão.
Sentimento sim.
Pensamento não.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Me desfiz da poesia pra tentar encontrar o que eu sinto nela no mundo real.
Não encontrei.
Cá estou novamente.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Sieze

Que, se alguma vez eu me joguei, foi por que tu se jogara primeiro.
Mas, se alguma vez eu me segurei, foi por que mostrou-se indiferente quanto a mim.
Não, não digo indiretamente para que aches que não é para ti.
É para ti, e só para ti.
Como sempre foi, fui, e sempre será.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Que a vida é mesmo coisa muito frágil, uma bobagem uma irrelevância, diante da eternidade do amor de quem se ama.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

domingo, 21 de dezembro de 2008

Know yourself,
know each other,
know inside,
know outside,
know who you like,
like who you know,
know who you'll kill,
kill who you know,
kill who you like.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

We can work it out

Morram, capitalistas com suas mentes medíocres e feudais.
Morram, vegetarianos de lua e seus cachorros de estimação.
Morram, diretores e manda-chuvas de qualquer instituição de ensino.
Morram, jovens mal-amados que se entregam aos dogmas impostos.
Morram, presidentes e parlamentares.
Morram e não voltem mais.
Mas morram MESMO.

ps: eu sei falar de amor, mas agora não quero nem saber disso.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

O Futuro Próximo da Humanidade de Todos os Tempos

O Futuro Próximo da Humanidade de Todos os Tempos

Não sei porque corro do tempo. O tempo corre e eu nem vejo.
O hoje passou tão rápido, que até o ontem é mais recente.
Não há como fugir dessa reação em cadeia:
Tudo leva ao nada, aproveite enquanto der.
E, quando não der mais pra aproveitar, deixe que as bactérias façam seu trabalho medíocre de decompor.
Você não irá voltar, não irá para nenhum lugar melhor, não ficará zanzando por aí como um ser intangível.
Seu cérebro simplesmente desliga, pára de funcionar, e volta a ser o que ele sempre foi:
Um amontoado de átomos sem graça, que não ouvem boa música e muito menos escrevem poesia.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Sobre mim não existe um todo.
Existe um pouco de cada.
Me entenda assim: Sou a música que ouço, não tenho fé em coisas que considero banais, não sou como a maioria.
Entende?